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.

Escrito por Karina às 09:42:42 AM
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Às 18:00h toca a música de um outro tempo -
ter religião tão pouco importava.
Sabia apenas das nuvens,
de que guardei um pouco o desenho
e do som ao fundo, pontual, que nos movia.

Deus no alto, embaixo (ou até mesmo dentro),
imaginava-se, apenas.
Eu fiquei com um gosto lilás,
ou azul-nublado feito aquele dia.

Ontem ou hoje, às 18:00h
Posso ouvir o tocar da "Ave-Maria".
Embora a mim, vagueie o seu sentido,
é a lembrança de que eu existia.
4 de novembro de 2004.

Escrito por Karina às 05:00:16 PM
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Um Esquecimento

Pois hoje tem Lua quadrada

áspera, de geometria humana -

feito a parede.

Hoje nem tem Lua, tem casa -

forma "perfeita", contável: 1, 2, 3, 4.

Tem caixa

F E C H A D A
I                 T
G                A
U                D
R                A
A F O G A D Aqui, fora do céu.



Escrito por Karina às 09:29:02 PM
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Hoje eu libero o Blog!

Só em feriado!



Escrito por Karina às 11:38:21 AM
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Quero excluir este “Blog”, mas há meses tenho travado essa hora. Só um “clique” já me bastava. Não gosto disso aqui, gente, não gosto mesmo...

Num dia vou excluir.

            Podem pensar o que bem surgir, importa-me pouquíssimo o que pensarão da minha atitude. Já me acusaram  numa vez que eu iria excluir porque queria me fazer secreta para determinada pessoa... Ela não poderia ver nada! Não podia mesmo, entretanto mesmo entregando a carne e pedindo pra Fulana beber da minha improvisação, nem isso – eu que depois me considerei tão clara -  me fez sentir alívio. O “Blog” ainda me causava asco.

            Lembro-me, de que no início do ano, fiquei intensamente deprimida e despersonificada, tentava escrever, no entanto, o fato de eu precisar publicar gerava-me bloqueios. Ora, eu não precisava publicar! Mas, me sentia envergonhada quando não conseguia escrever, pois tinha como objetivo produzir - que me lessem! Tão pouco! Assim, escrevia qualquer coisa, e fui perdendo o prazer, um “sentir-estar” dentro do texto.

            Isso tudo me causa lembranças, e eu não pretendo me livrar delas! No entanto, já não quero mostrar. Se eu for escrever ou não, vai ser comigo e pra mim.

            Assim prefiro, sinto-me bem se for assim. Não acho que o que escrevo é bom ou ruim, e que gostarão de ler ou não, pouco me envolve o fato. Quero que seja algo individual. E nem mesmo posso confessar a vocês o prazer ou o desgosto que vou ter em esparramar as letras ou suspendê-las -meu egoísmo é muito, meu egocentrismo é grande... que tenham as suas impressões!

            Não vou ouvir, vocês são tão subjetivos e incertos quanto eu! Que ao menos eu fique com a minha preferência, constatada pelos barulhos ouvidos aqui na alma, coisa sentida com o corpo. Não tenho o corpo de vocês para saber se estão certos ou não, tenho o meu e ele diz a mim mesma o confiável.

            Obrigada a todos que  me visitam.

             Num dia desses irei excluir...

                  Misterio (Acrílico sobre tela 50X40)  - Hernan Torres.

 



Escrito por "Karina" às 02:25:57 PM
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A Grande História

a você

I      


Bem pode ver, que meu cavalo
Corre macio e indelicado,
Minhas mãos raspam na grama longa
Dum verde de tom abrasado -
Alegre é o campo em que corro.

Meus olhos, bem os vê, são vazios.
Minha cabeça ergue-se a explorar o campo.
Ele é aberto, bem o sei aberto e arriscado.
Eu rebento muito pra avisar ao meu atalho
Que se faça breve.

Orgulho-me, meu ar majestoso e juvenil!
Sei bem, não posso adorá-lo! Não posso!
Vale-me mais conhecer todo o mato
E ter o corpo tão leve, mais tão leve,
Para eu e o tal servil flutuarmos.


II
      

Paramos, veja lá que ao longe
Há coisa viva, que corre, que quem sabe
Até gritar, grita.

Até agora, o capim frio da brisa,
E o cavalo tão rude a me acompanhar -
Eu também tão-ar e fogo que insistia em espargir...
Percorria tão rápido, e não havia quem pudesse
Virar pra mim e avisar .
Entretanto, talvez eu sinta, que por onde passei
Sem delicadeza, no meu modo caustico,
Muito do âmago destroçado deixei...
Mal o vi, mal o conheci.
Sei que a grama era leve, embora longuíssima, apenas...


III

Mal cheguei a casa, despertei-me do sonho.
Eu não era, nem sou - digo-te, ouça minha voz
Tem gradação amarga, embora haja alívio -
Quem corria de cavalo, inda mais num campo.
No meu sonho, sofria dum "donjuanismo"
Por ser um desbravador (sim, desbravadOr) sem intervalos.
Para tal, não mantinha afetos, assim corria livre.

Depois... não lembro... Parei e vi a casa,
Lá tinha gente que se movia
A coisa apertava, apertava fundo:
Era fascinante e jamais os invadi!
Jamais os invadi e era fascinante!
E eu acordei do sonho.

IV

Minha história
sem lógica
Faço-a
Não me importa.

A lógica vai
se fazendo
antes
que vire
a ti
anedota.

Sorri, apenas.
E prossegue...

 


V

Sabe o mal? Ainda o temo...
Feito coisa que calha aqui dentro,
Feito coisa natural, feito capim -
Ele cresce dentro de mim
E mesmo assim o temo. Só passo as
Mãos, às vezes, num movimento
Circunspeto.

Sei que de mais sério, minha própria
Rigidez e seriedade.
Nada mais.

          ***
O mal e eu
Abraçados 
E um gosto de Terra.

VI

Passo a madrugada num bangue-bangue interno
Armas poderosas são distribuídas
Diversas entidades já antigas batalham.
Artifícios novos. Dei-lhe as armas.

No meio disso, no meio de tudo ...
Você consegue se ver? Olha lá:
No meio do tiroteio - desculpe-me.
Eu disse que os teus olhos cairiam... eu bem disse...
Pude vê-los porque eram azuis e antes firmes.
Aqui dentro uma balbúrdia e os teus olhos:
Eles caíram magoados.

Neste dia eu roguei às entidades,
Que parassem, por favor, e os recolhessem.
Que fizessem silêncio, percebessem.
Não pararam... Confusas,
Perderam-te!

VII

Já estou pela manhã, não dormi,
Eu tenho sono.
Meu irmão hoje faz aniversário,
Não quero dar-lhe mais do que
Um "parabéns" num longínquo espaço.
E fico a pensar, recolhida,
Que de ti tenho saudades.

Quando fiz anos deu-me um livro
Bonito... Quase fiquei a pensar
Que poderia aprender a ser "poeta".
E há pouco eu ajeitava partituras,
E limpava o violão com uma flanela...
Joguei tudo pra te escrever esses versos.
      2 de maio e 3 de maio.



Escrito por "Karina" às 02:04:37 PM
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É o imaginar o fim dum mito, de uma estrutura

 

 ... é que de repente eu vi que tinha estátua de vela. Bastou-me
avivar um pouco de fogo, elemento que a fez derreter-se aos minutos. E carregava
no contexto um brilho discreto (na ponta), naquela iluminação necessária. A
imagem... Ah! Quando já se mesclava ao fogo, só me era bela e simbólica,
até mesmo o que me restara de sua representação perfeita, intacta
e completa...
 Já não me era completa por ser apenas símbolo. Com uma importância, claro,
mas, já não me era aquele algo que tinha a vida e toda a verdade - e já não mais disso
eu me absorvia, já não mais me preocupava. Minha vida bastava estar em admirar aquela
imagem, e não sê-la - ou precisar ser; ou me bastava focar os olhos em qualquer coisa. Qualquer
coisa!
 E assim sentia o corpo frouxo de quem tem a carne indecifrável, e a leveza
de quem já não sabe. E nada estava completo, nada existia de fato. E, portanto, eu a olhava
com mais compreensão, entretanto não me absorvia. Eu me era tão terrivelmente nada e tudo em volta
era coisa incerta, coisa que se eu enjoasse haveria de não mais viver daquilo ou daquela.

E sim senhor,
com todo o direito de não ser! de não ter! E por que não? As costas estavam confortáveis, os olhos já não se esforçavam
pra muita luz, a cabeça poderia estar vazia ou não. 
 E era vela, mas não apenas, e se transmutava...



Escrito por "Karina" às 05:32:52 PM
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Noutra hora:

"estarei aqui"

Numa outra já se vai.

Duro é ir à ponta do cais

Com as mãos a acabrunhar

O pescoço – voz tão proibida!

Nada dimana, sai,

é estático e apenas reflexivo.

Não se estende o grito.  

E há assim outra saudade

(ine)experiência malograda.

Sem som,

um "ai"!           

                18 de abril de 2005.    

                     



Escrito por "Karina" às 11:12:59 PM
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     Ontem ela compôs o III ato do poema que estávamos a fazer juntas.

                            Ficou bonito, coisa bem feita:

                                                                    http://circulovicioso.zip.net



Escrito por "Karina" às 04:58:47 PM
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Fragmentos de inutilidade

I

Minha mão já não é nada,
deixo-a correr, preguiçosa no lençol.
Não se abre aqui a janela,
já não há sorriso que obedeça ao Sol.


A Grande Estátua Vermelha,
erguida no calor e em intensos esforços,
Quebrou o corpo, encheu-se duma poeira,
fechando os olhos.


II


Água sobre o rosto
           desgosto
O espelho montado
          sobreposto
O reflexo narciso
          preguiçoso

III

Páginas duma coloração antiga...
Já me incomoda por demais a poeira destas.
Fecho-me, e nem sou livro que contenha a sabedoria
proibida nessa recente era.

Das minhas páginas sinto-me comprimida,
engasgo-me de teorias personalíssimas -
tão sós como um canto "à capella".
Nem me chega o ar, nem novas letras
chegam a pintar essas laudas amarelas.

......................................

          ... talvez me tenha sobrecarregado a consciência;
        pouco menos que iluminação beatificada.
     Veio, na verdade, feito monstruosidade...


IV

Meus fantasmas são trinta
e outros trezentos possíveis.
É só fechar os olhos,
fugindo de toda a poeira atingível
e extrair de dentro a camada superlatente.

V

Sofregamente
tenho uma inclinação
exclusivista
Em tudo, agora,
nem ao menos eu sinto
a brisa.

VI

Mas, já com dor e piedade levanto-me.
Mas, já torcida, um tanto,
quero gritar ao mundo:
 - Levanta-me!
E me esqueço de mim,
lembrando-me.

                 30 de março de 2005.


 



Escrito por "Karina" às 04:15:56 PM
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