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Hoje eu libero o Blog!

Só em feriado!



Escrito por Karina às 11:38:21 AM
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Quero excluir este “Blog”, mas há meses tenho travado essa hora. Só um “clique” já me bastava. Não gosto disso aqui, gente, não gosto mesmo...

Num dia vou excluir.

            Podem pensar o que bem surgir, importa-me pouquíssimo o que pensarão da minha atitude. Já me acusaram  numa vez que eu iria excluir porque queria me fazer secreta para determinada pessoa... Ela não poderia ver nada! Não podia mesmo, entretanto mesmo entregando a carne e pedindo pra Fulana beber da minha improvisação, nem isso – eu que depois me considerei tão clara -  me fez sentir alívio. O “Blog” ainda me causava asco.

            Lembro-me, de que no início do ano, fiquei intensamente deprimida e despersonificada, tentava escrever, no entanto, o fato de eu precisar publicar gerava-me bloqueios. Ora, eu não precisava publicar! Mas, me sentia envergonhada quando não conseguia escrever, pois tinha como objetivo produzir - que me lessem! Tão pouco! Assim, escrevia qualquer coisa, e fui perdendo o prazer, um “sentir-estar” dentro do texto.

            Isso tudo me causa lembranças, e eu não pretendo me livrar delas! No entanto, já não quero mostrar. Se eu for escrever ou não, vai ser comigo e pra mim.

            Assim prefiro, sinto-me bem se for assim. Não acho que o que escrevo é bom ou ruim, e que gostarão de ler ou não, pouco me envolve o fato. Quero que seja algo individual. E nem mesmo posso confessar a vocês o prazer ou o desgosto que vou ter em esparramar as letras ou suspendê-las -meu egoísmo é muito, meu egocentrismo é grande... que tenham as suas impressões!

            Não vou ouvir, vocês são tão subjetivos e incertos quanto eu! Que ao menos eu fique com a minha preferência, constatada pelos barulhos ouvidos aqui na alma, coisa sentida com o corpo. Não tenho o corpo de vocês para saber se estão certos ou não, tenho o meu e ele diz a mim mesma o confiável.

            Obrigada a todos que  me visitam.

             Num dia desses irei excluir...

                  Misterio (Acrílico sobre tela 50X40)  - Hernan Torres.

 



Escrito por "Karina" às 02:25:57 PM
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A Grande História

a você

I      


Bem pode ver, que meu cavalo
Corre macio e indelicado,
Minhas mãos raspam na grama longa
Dum verde de tom abrasado -
Alegre é o campo em que corro.

Meus olhos, bem os vê, são vazios.
Minha cabeça ergue-se a explorar o campo.
Ele é aberto, bem o sei aberto e arriscado.
Eu rebento muito pra avisar ao meu atalho
Que se faça breve.

Orgulho-me, meu ar majestoso e juvenil!
Sei bem, não posso adorá-lo! Não posso!
Vale-me mais conhecer todo o mato
E ter o corpo tão leve, mais tão leve,
Para eu e o tal servil flutuarmos.


II
      

Paramos, veja lá que ao longe
Há coisa viva, que corre, que quem sabe
Até gritar, grita.

Até agora, o capim frio da brisa,
E o cavalo tão rude a me acompanhar -
Eu também tão-ar e fogo que insistia em espargir...
Percorria tão rápido, e não havia quem pudesse
Virar pra mim e avisar .
Entretanto, talvez eu sinta, que por onde passei
Sem delicadeza, no meu modo caustico,
Muito do âmago destroçado deixei...
Mal o vi, mal o conheci.
Sei que a grama era leve, embora longuíssima, apenas...


III

Mal cheguei a casa, despertei-me do sonho.
Eu não era, nem sou - digo-te, ouça minha voz
Tem gradação amarga, embora haja alívio -
Quem corria de cavalo, inda mais num campo.
No meu sonho, sofria dum "donjuanismo"
Por ser um desbravador (sim, desbravadOr) sem intervalos.
Para tal, não mantinha afetos, assim corria livre.

Depois... não lembro... Parei e vi a casa,
Lá tinha gente que se movia
A coisa apertava, apertava fundo:
Era fascinante e jamais os invadi!
Jamais os invadi e era fascinante!
E eu acordei do sonho.

IV

Minha história
sem lógica
Faço-a
Não me importa.

A lógica vai
se fazendo
antes
que vire
a ti
anedota.

Sorri, apenas.
E prossegue...

 


V

Sabe o mal? Ainda o temo...
Feito coisa que calha aqui dentro,
Feito coisa natural, feito capim -
Ele cresce dentro de mim
E mesmo assim o temo. Só passo as
Mãos, às vezes, num movimento
Circunspeto.

Sei que de mais sério, minha própria
Rigidez e seriedade.
Nada mais.

          ***
O mal e eu
Abraçados 
E um gosto de Terra.

VI

Passo a madrugada num bangue-bangue interno
Armas poderosas são distribuídas
Diversas entidades já antigas batalham.
Artifícios novos. Dei-lhe as armas.

No meio disso, no meio de tudo ...
Você consegue se ver? Olha lá:
No meio do tiroteio - desculpe-me.
Eu disse que os teus olhos cairiam... eu bem disse...
Pude vê-los porque eram azuis e antes firmes.
Aqui dentro uma balbúrdia e os teus olhos:
Eles caíram magoados.

Neste dia eu roguei às entidades,
Que parassem, por favor, e os recolhessem.
Que fizessem silêncio, percebessem.
Não pararam... Confusas,
Perderam-te!

VII

Já estou pela manhã, não dormi,
Eu tenho sono.
Meu irmão hoje faz aniversário,
Não quero dar-lhe mais do que
Um "parabéns" num longínquo espaço.
E fico a pensar, recolhida,
Que de ti tenho saudades.

Quando fiz anos deu-me um livro
Bonito... Quase fiquei a pensar
Que poderia aprender a ser "poeta".
E há pouco eu ajeitava partituras,
E limpava o violão com uma flanela...
Joguei tudo pra te escrever esses versos.
      2 de maio e 3 de maio.



Escrito por "Karina" às 02:04:37 PM
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